
Pra quem não sabe ainda, Farani é o nome da Rua. Os bares ali são o meio termo entre um boteco pé sujo e um boteco
chique, como o Informal ou o Belmonte. Os botecos da Farani são extensão do Campus da Universidade Santa Úrsula e da FACHA. É ali que eu e Filipe temos bebido e chorado nossas mazelas... snif snif... É dura a vida, mas a Farani adoça.
A minha sexta-feira se encaminhava pra um repeteco das últimas: light. Trabalinho do MBA, msn, jantar e cama antes da meia-noite pra acordar cedo sábado. Nada disso: tava cansado dessa vida ontem. Primeiro falei com o Mancha. Depois, o Filipe. E depois... bem... contando ninguém acredita. Era preciso que vocês estivessem lá ontem...
Sentamos na Farani antes das nove como
ele gostaria. A noite prometia. Aqui em casa eu e Filipe já tínhamos pré-brindado: ele com coca-cola e eu, com cerveja. Não, não tô invertendo. Filipe tá mudado. Tá mudando... O Mancha, por sua vez, veio metrosexual. Boa pinta, ele, ontem, não vou negar. Mas faltava
ele. Chegaria meia-hora depois. PABLO!
Sim,
ele mesmo. Por increça que parível ele veio. Veio e brindou. Bebeu um. Dois chopps. Olhou pro relógio: onze e meia. Saiu antes, é verdade. Deixou dois reais pra pagar a parte dele. Esse é o Pablito! Juntou-se à nós.
A conversa fluiu. As cervejas idem. Ficaram as garrafas. A memória. A certeza de que podemos ser felizes
\o/ com despretensiosas rodadas de chopp e novos velhos amigos. Não tinha a Polly. Nem a Taci. O sempre-ocupado-ausente-offline-Dot a gente nem cogitou chamar, mas, quem sabe, um dia? O importante é que a gente já sabe pra onde ir quando o multiply sair do ar.
Existe vida offline, gente.
E sem saidera, por favor.