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|  | Senhoras e senhores, eis o encarte do disco.
Quem fez foi meu primo, filósofo e designer,
http://www.gustavocadar.com
baseado na percepção dele sobre as músicas, sobre mim, e nas nossas conversas. A arte conta ainda com a contribuição notável do nosso querido Mancha, bravo, no verso do encarte, através da sua intensa crônica/poesia/prosa "Remarejar". Sou suspeito pra falar, mas não hesito em dizer que gostei demais do resultado como um todo.
Em breve, espero estar disponibilizando o CD com o encarte e caixinha de verdade, em matéria, pra quem quiser. Quem sabe este mês?
Um disco, uma poesia, três canções. Vários sentimentos confusos. Talvez algumas idéias claras. A única pretensão era fazer algo meu, que fosse bonito, ainda que apenas sob meus olhos. Algo que me representasse de alguma forma. Que expressasse melhor o meu eu.
Em particular, preciso agradecer - e o faço de coração - ao Pablo e ao Gustavo Loureiro, que fizeram tudo isso possível lá no início. E, ainda, agradeço demais ao Gustavo Cadar (meu primo), à Maiara, ao Camilo, à Julinha e ao Mancha, sem os quais alguma parte importante do sonho não teria sido realizada.
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Éramos meninos e ansiávamos por uma visão assim: Que convergisse as estrelas, que abarcasse o brilho da lua, Resfolegasse como a espuma branda que as ondas criam sem violência nos dias de chuva Tocando de leve os pés, gelado da espinha à nuca, trazendo versos sussurrados de Janaína. Nem a espera do mar pelo caminho de prata da lua azul era maior que a nossa, de meninos, por Janaína. Faz anos ocorreu que Janaína não vem. Está para muito além do horizonte imaterial. Mas aquela aparição misteriosa – que fixou o tempo, exalou brisa perfumada e nos soprou o marulho dos riachos nos seixos –, aquela aparição fresca, vivaz, explode em cada sombra de luar. Em silêncio escondidos, clamamos latejando um improvável regresso.
[Gustavo Bravo] Attachment: Cronica-no-encarte.JPG
Ficou engraçado o fim do vídeo. Era pra registrarmos só a gravação dos vocais da Julia em "Distante do céu", última canção do single, mas ela se revoltou com a letra do último refrão.
Como autor, preciso defender-me: a letra, como um todo, é boa, sim. Mas é que ruivas são ruivas... MOV08303.mpg (5.5 MB)
|  | Houve um momento em que achei que minhas músicas jamais sairiam do papel. Alguns até já conhecem algumas das coisas que fiz, mas o fato é que não há nada com registro concreto de áudio. No máximo, talvez, umas fitas K7 com qualidade lamentável. Bom... Não havia antes. Agora passará a haver.
Por isso gravar em estúdio tem esse gosto especial. Tirar a canção de meros acordes pra alguma coisa maior, com estrutura. Sem falar na possibilidade de incrementar o arranjo original (só piano e voz) com outros instrumentos. Outras opiniões amigas e profissionais. Mas sempre fiel ao conceito primeiro. E, graças à tecnologia, eu posso até cantar!
: D
Começamos com duas canções: "O Menino e a Mulher" e "O Mundo". Vejamos pra onde esse vento há de levar-nos... |
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