Que convergisse as estrelas, que abarcasse o brilho da lua, Resfolegasse como a espuma branda que as ondas criam sem violência nos dias de chuva Tocando de leve os pés, gelado da espinha à nuca, trazendo versos sussurrados de Janaína.
Nem a espera do mar pelo caminho de prata da lua azul era maior que a nossa, de meninos, por Janaína.
Faz anos ocorreu que Janaína não vem. Está para muito além do horizonte imaterial.
Mas aquela aparição misteriosa – que fixou o tempo, exalou brisa perfumada e nos soprou o marulho dos riachos nos seixos –, aquela aparição fresca, vivaz, explode em cada sombra de luar. Em silêncio escondidos, clamamos latejando um improvável regresso.
Bom... Eu gosto tb;. Até que esse Gustavo aí escreve direitinho.
Eu tinha pensado em postar, né... Já que meu Mply anda mais parado que poça de larva de Aedes... Mas ser citado em Mply alheio é mais nobre. Então, não vou me repetir.
Aliás, tô com dengue!!! Quem quiser ser amigo afetuoso, me mande chocolates.
tadinhoooo! não sabia que vc tava com dengue!!! por falar nisso, estou com saudades! aquele nosso último encontro só serviu pra dar gostinho! vamos marcar! beijos!
que p. de Iemanjá, mêu. (ok, eu tinha escrito o palavrão por extenso, mas, devido a fatores externos que indicam que as pessoas me acham grossa e arrogante e metida e inviável, eu coloquei só a primeira letra)
Iemanjá é ninguém. ZERO. Não existe. Inútil. Tipo boitatá, só que sem a simpatia do folclore.
acho que janaína e iemanjá são a mesma pessoa. só não sei se é a essa janaína que o texto se refere... não precisa economizar nos palavrões... o texto nem é meu...
Gostei do texto. A pergunta óbvia: quem é Janaína?
Pensando bem... Janaína bem podia ser Johnathan.
Mas, agora que tá solto no mundo eu não tenho dizer sobre o texto. Já não é mais o que eu quis dizer, mas é o que cada um entendeu, então, me abstenho.
Onde vc pegou dengue? Vc vai ficar bom até o final de março?
Aff. Dengue?!?!?
Peguei dengue indo levar o amigo mexicano do Otavio no Cristo... Aquele mato cheio de mosquito FDP..É a unica hipotese que fecha com o prazo do periodode incubação e, convenhamos, é bem aceitável... Jah tô melhorando. Acho que tô bom ateh sexta.
não precisa ser Iemanjá... eu acho que a intenção do Mancha era essa, sim, mas não é essencial...
depende de quem lê, afinal se, pra quem lê, Iemanjá não é nada (tipo pra Taci), pensar que Janína é Iemanjá pode impedir o leitor de apreciar a beleza da poesia...
que Janíana seja, então, um ser importante, sinal de esperança e luz pr'aqueles meninos...
pra quê clamar pelo improvável? é inútil clamar pelo improvável. pelo provável, possível, certo, vale a pena gritar. ao contrário, não.
Gostei. Mas eu queria que tivesse a cara das músicas, que são mais de desalento e insegurança que de certezas, não de CL [hahahhahahaha "Sono di CL, Dimma è un grande. Vado al esercizi. Il mio capo-comunità è un grande.Non ho mai imparato il Memorare"]
[ateh que achei um pouco de graça agora... hahahahhah]
Então explica, ué... vai dizer que sabe só pra dizer que sabe?
"Eu já amava Jonathan,/ porque Jonathan é isto,/ fato poéico desde sempre gerado,/ matéria de sonho, sonho,/ hora em que tudo mais desce à desimportância." (Adélia Prado)
"Eu já amava Jonathan,/ porque Jonathan é isto,/ fato poéico desde sempre gerado,/ matéria de sonho, sonho,/ hora em que tudo mais desce à desimportância." (Adélia Prado)
ah, obrigada, Cassi! O Mancha mesmo já tinha me explicado...
pra quê clamar pelo improvável? é inútil clamar pelo improvável
Taci, olha... às vezes acho vc implicante demais com esse negócio de esperança... =P
qual o problema de ser inútil clamar pelo improvável? por que diabos todo texto, toda poesia, toda música, todo transpiro da criação humana deve revelar esperança? isso não seria real, pois mesmo os mais esperançosos não tem esperança ao seu lado durante todo o tempo... sempre há de haver aquele momento de insegurança, de dúvida (que leva ao nada), mas e daí?
desde quando a gente só faz o que vale a pena? acho que o tempo todo fazemos coisas sem sentido, fazemos mal contra nós mesmos, e clamar pelo improvável seria mais um gesto humano, de desespero talvez, sei lá... não é humano retratar, seja numa canção, ou numa poesia, um momento de falta de esperança? de dúvida? de dúvida que leva ao nada? não é real essa falta de esperança?
pois acho que é isso que a poesia do mancha retrata, e como ele disse, tem a ver com o conteúdo das canções, em letra e música...
às vezes acho vc implicante demais com esse negócio de esperança...
não acho que sou implicante. sou exigente. não me contento com pouco, nunca.
a esperança é uma certeza. ter certeza não exclui ABSOLUTAMENTE que faremos besteiras, que faremos mal contra nós mesmos, etc e tal. mas ter certeza significa que o horizonte último muda, que a possibilidade de beleza em tudo existe sempre.
devemos clamar pelo improvável, pelo impossível, porque é CERTO que tudo pode acontecer. Como é colocado no texto, é 'quase certo' que não pode.
pelo fato do humano me interessar mais do que tudo, tento olhar 'fino in fondo' até o texto do seu cd.
isso! é outra forma de ver a frase do mancha "clamamos latejando um improvável regresso"
não é bonito clamar pelo improvável? não mostra esperança? afinal, se tem-se a plena consciência da improbabilidade do regresso, clamar por ele é uma demostração singular de esperança!
da mesma forma que é clamar pela proibição das pesquisas com células tronco de embriões...
não é bonito clamar pelo improvável? não mostra esperança? afinal, se tem-se a plena consciência da improbabilidade do regresso, clamar por ele é uma demostração singular de esperança!
nah...
vc sabe que ali o improvável entrou como ceticismo...o bravo também sabe...
se ele disser que não, que tinha em mente a certeza do retorno, ok, mudo o discurso...
um reply atrás vc HAVIA DITO QUE ERA INÚTIL CLAMAR PELO IMPROVÁVEL...
mudou de idéia?
ahuahahauhuah eu sabia que vc ia dizer isso! veja...eu coloquei bem a diferença...uma coisa é clamar pelo impossível sabendo, acreditando que sim, é possível. outra é clamar por algo que é POUCO PROVÁVEL, sabe-se lá Deus porquê...
Ahahahaha Eu tentei criar uma carinha original. Tipo: "meus lábios estão selados. Eu não vou dar a palavra final da discussão." [como aquela do MSN que tem um zíper no lugar da boca]
[ouvindo Pat Metheny pela primeira vez e por um ouvido só. Muito louco!]
eu conheço o cara né. O autor do texto. E du-vi-do que esteja enganada
Tá. Tudo bem.
Mas textos têm vida prória e, nesse caso particular, reservo-me o direito de me sentir parte do texto, já que foram inspirados nas canções. E, talvez, até inspirados na forma como o Mancha me vê.
Enfim. Eu adoro discussões assim! Mas deixemos essa discussão inglória pra depois, que ninguém agüenta mais.